Cultivo do óleo de palma
10/05/10
Governo quer incentivar plantio na Amazônia e anuncia um programa nacional de estímulo à produção
O governo quer disciplinar e expandir o cultivo de óleo de palma no Brasil (diga-se, matéria-prima utilizada na indústria alimentícia como substituto à gordura trans e que compõe ainda produtos de limpeza, lubrificantes e biocombustíveis). Para isso, lançou na quinta-feira (6), em Tomé-Açú (PA), o Programa Nacional de Estímulo à Produção de Óleo de Palma, que será coordenado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), com investimentos de R$ 60 milhões.
O consumo mundial do óleo de palma teve um grande salto nos últimos dez anos. Em 1998, a produção global era de 17 milhões de toneladas. No ano passado esse número chegou a 45 milhões de toneladas. O programa brasileiro identificou 31,8 milhões de hectares adequados no País para o cultivo da palma (29 milhões estão na Amazônia e os outros 2,8 milhões, nas regiões Sudeste e Nordeste).
Segundo o governo, áreas degradadas na Amazônia Legal e terras usadas para plantio de cana-de-açúcar no Nordeste serão priorizadas pelo programa. Para tentar garantir a sustentabilidade da produção, a intenção é restringir o cultivo de palma em cerca de 85% da área adequada no País. Estima-se que o óleo de palma poderá aumentar a renda mensal de uma família que trabalha com mandioca ou açaí de R$ 415 para até R$ 2 mil.
(EPTV)
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